Moquequeiras: tradição e modernidade

moquequeira Ceraflame

Unindo tradição e modernidade, a Ceraflame apresenta sua linha de moquequeiras em cerâmica, que apesar da utilização de alta tecnologia no processo de fabricação, mantém o desenho secular das panelas de barro tradicionais do Espírito Santo.

Panelas específicas para o preparo de moquecas, rasas e com as bordas baixas, são uma herança da cultura indígena. Muito antes da chegada dos colonizadores, panelas de barro já eram produzidas na região hoje conhecida como Goiabeiras, em Vitória. Em conversa com qualquer capixaba, ele irá garantir que não é possível preparar uma boa moqueca sem uma panela de Goiabeiras. Mas o que este “design indígena” tem de tão especial?

Especialistas da Ceraflame explicam que o formato dessas panelas, de fato, contribuem para o preparo de moquecas e outros ensopados de peixes ou frutos do mar. O motivo é o fato de as moquequeiras serem mais baixas que as panelas comuns, tornando a superfície de contato com o ar maior. Dessa forma, a evaporação dos caldos é muito mais rápida – o que é fundamental no preparo de uma moqueca: um cozimento rápido, que mantém a textura delicada do peixe ou fruto do mar, mas que, ao mesmo tempo, proporciona a redução do caldo.

“Para quem quer cozinhar em períodos de tempo menores sem abrir mão da qualidade, estes produtos são as opções ideais”, afirma o chef de cozinha da marca, Paulo Hruschka. A linha de moquequeiras da Ceraflame conta com duas opções: uma peça de 28 cm (3,5 litros) e outra de 20 cm (1,2 litro). Disponibilizadas em quatro cores, elas possuem uma tampa de vidro e são resistentes a choques térmicos. Embora sejam produzidas em cerâmica, as panelas não possuem revestimento cerâmico antiaderente.

moquequeira Ceraflame e moquequeira tradicional de barroPanelas de barro de Goiabeiras

As moquequeiras tradicionais do Espírito Santo são tão significativas para cultura capixaba (e para culinária brasileira) que o saber envolvido em sua fabricação foi reconhecido como Patrimônio Imaterial do Brasil. A produção de panelas de barro em Goiabeiras é feita por mulheres, conhecidas como “paneleiras”, que se reuniram por meio da Associação de Paneleiras.

Depois de moldar as panelas com argila extraída do Vale do Mulembá, as paneleiras queimam as peças a céu aberto, em fogueiras. Em seguida, as moquequeiras recebem a coloração típica, num ritual conhecido como “açoite”. A tintura preta é extraída de uma planta nativa dos manguezais da região, conhecida como “mangue vermelho”. Essa tradição indígena é repassada, há séculos, pelas paneleiras às suas filhas, netas, sobrinhas e vizinhas.

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com colaboração de Cesar Rebelo

 

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